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L.A.H.E. promove "Coluna Aberta"

10/10/04

(Reflexão sobre a) Educação da Juventude: cidadania, carácter e liderança

A Liga dos Amigos do Hospital de Elvas, no seu espaço “Coluna Aberta”, deseja envolver a sociedade num amplo debate sobre a problemática em título, lançando um convite a todos os cidadãos para participarem, através de um pequeno texto, não superior a quinhentas palavras, da responsabilidade do autor e a publicar na página da Liga.

As sociedades contemporâneas têm sofrido um gigantesco processo de transformação, resultante do choque civilizacional da sociedade agrícola tradicional, com as sociedades industrial e da informação. A situação é de tal maneira singular na história humana que alguns autores chamaram à época em que vivemos, a Idade do Ferro Planetária.

Ainda que o processo de globalização implique naturalmente um certo grau de homogeneização dos modos de viver e de resolver os problemas do nosso tempo, um dos traços permanentes da nossa época é a diversidade: de valores, de tradições, de estilos de vida, de culturas. A tensão simultânea entre o global e o local (a que alguns têm chamado glocalização) e a competição e a queda de antigas certezas religiosas, políticas, ideológicas e científicas têm reduzido os níveis de confiança social e de cooperação e, por conseguinte, posto em causa a coesão e a orientação da sociedade contemporânea. Neste contexto, ao procurar-se constituir uma rede social de apoio às pessoas e às famílias que integram e formam determinada sociedade, fortalecer a sociedade civil é indispensável.

Um dos alicerces de qualquer sociedade é a sua identidade. Durante algum tempo, esta foi construída a partir do conceito de Nação, que, por seu turno, configurava agregados sociais com a mesma memória, o mesmo instrumento de comunicação e os mesmos sonhos. Será que hoje, com a circunstância das múltiplas pertenças (sem dúvida a uma história, a uma língua e a uma cultura comum, mas também cada vez mais ligados a espaços diferenciados como a União Europeia, a CPLP, o mundo ibero-americano, a NATO, as Nações Unidas) ainda tem sentido a identidade portuguesa? Se tiver, então que elementos a caracterizam e como será possível recordá-la aos nossos concidadãos e transmiti-la aos nossos filhos? Será a identidade portuguesa apenas uma língua, uma cultura e um passado histórica e geograficamente localizado? Depende a identidade portuguesa da existência do Estado português?

Outro dos fundamentos da sobrevivência de qualquer sociedade é a economia. O que é a Economia Portuguesa hoje: será a economia do Estado Português ou dos Portugueses? E o que é sujeitar a Economia ao interesse nacional: dos consumidores, da sociedade, dos grupos económicos? Quem decide o que é o interesse nacional nos aspectos económicos: os consumidores no mercado, os eleitores nas eleições, os políticos no poder executivo e legislativo, os gestores e directivos nos grupos económicos? Se o desenvolvimento económico pode gerar bem-estar a uma determinada sociedade, faz sentido também interrogarmo-nos sobre até que ponto é que a educação pode ajudar a resolver alguns dos tradicionais bloqueios ao crescimento económico em Portugal (falta de planeamento e de organização, impunidade sistémica, inveja pequenina)? Como educar para uma economia solidária?

Finalmente, num mundo com cada vez mais indícios de insegurança, como equacionar a questão da defesa? Como articular os diversos subsistemas de defesa (pessoal, grupal, organizacional, comunitária, nacional, regional e mundial) de modo a transformá-la numa estratégia de prevenção do risco de violência e não de agressão a outrem? Como educar para uma concepção de não violência activa que inclua a defesa nacional?

Para cada um destes três grupos de questões, é fundamental reflectir qual o papel que desempenha uma educação orientada para a formação da cidadania, do carácter e da liderança.

Recordando as três perguntas:

1. Que elementos caracterizam a identidade portuguesa (na hipótese de existir) e como será possível recordá-la aos nossos concidadãos e transmiti-la aos nossos filhos?

2. A educação pode ajudar a resolver alguns dos tradicionais bloqueios ao crescimento económico em Portugal e a contribuir para a criação de uma economia solidária?

3. Como educar para uma concepção de não violência activa que inclua a defesa nacional participada por todos?

Caso esteja interessado clique aqui e preencha o formulário indicando na mensagem o seu interesse pelo nosso espaço "Coluna Aberta".




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